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17/06/2007 | Steve Johnson, Vice-secretário Assistente de Defesa do DoD para Assuntos do Hemisfério Ocidental, encontra muitos motivos para ser otimista com relação à cooperação regional

Martin Edwin Andersen

Para um ex-piloto da Força Aérea, chamado carinhosamente pelos amigos de "Barão Vermelho", Stephen C. Johnson, o novo Vice-secretário Assistente de Defesa para Assuntos do Hemisfério Ocidental, o caminho que o trouxe ao seu posto atual, como responsável pela formulação e implementação da política militar e de segurança dos EUA na região, foi mais um ziguezague do que uma linha reta.

 

 

Seguindo os passos do seu pai, Johnson recebeu a licença de piloto ainda na High School e, mais tarde, serviu como piloto e adido æronáutico na Força Aérea dos Estados Unidos em Honduras. Aqui está no comando de um KC-135 Stratotanker, uma aeronave reabastecedora.

E quando ele conta a história desse caminho, é possível perceber que ele apreciou todos os momentos do percurso. "Gostei de cada trabalho que executei", disse ele em uma entrevista recente em seu escritório no Anel D do Pentágono, mostrando sua sagacidade discreta, que, segundo os colegas, os mantém sempre rindo. "Talvez, eu devesse ser mais seletivo. Eu teria tido mais sucesso se tivesse sido capaz de me concentrar, mas encontrei coisas que me agradaram em quase tudo o que fiz.".

E, de acordo com seus antigos amigos e ex-chefes, ele teve um bom desempenho em todos eles. Johnson veio para o Pentágono depois de servir por quase oito anos como analista de política estrangeira para a América Latina na Heritage Foundation, sediada em Washington. Na Heritage, ele ganhou tornou-se respeitado por sua abundante produção de estudos políticos que trataram tanto de comércio e energia, quanto de liberdades políticas e segurança, passando pela organização de conferências internacionais e atendendo a milhares de compromissos com palestras públicas. Seus comentários apareceram na página de opiniões de uma grande variedade de meios de comunicação; e Johnson também foi convidado especial da CNN, MSNBC, National Public Radio, Univision, Telemundo, da BBC e da Voice of America.

"Steve colocou a Heritage no mapa, como um lugar ao qual recorrer e um lugar para se conhecer", lembrou Helle Dale, diretor da instituição de pesquisa e consultoria do Centro Douglas e Sarah Allison para Estudos de Política Externa. "Ele foi a importante voz sobre o déficit de democracia que se desenvolvia na região." Dale credita o sucesso de Johnson à sua abordagem reservada e extremamente vigorosa, a uma invejável rede de contatos de pessoas com as quais se podia contar na região e em Washington, e a seus "antecedentes variados e abrangentes" na América Latina e no governo dos EUA.

"Steve é uma das pessoas mais decentes que já conheci, tanto pessoal como profissionalmente", declara o ex-Embaixador dos EUA na Honduras, Crescencio Arcos, cuja amizade com Johnson remonta mais de um quarto de século. "Ele é extremamente íntegro".

O novo Vice-secretário Assistente, acrescenta o Coronel reformado Jay Cope, pesquisador sênior da National Defense University, "tem grande preocupação com as pessoas comuns" e não tem medo de fazer perguntas difíceis sobre nossas relações com a região nem de dar a conhecer essas visões em Capitol Hill (Congresso norte-americano).

Apreciando o percurso do começo até aqui Comissionado na Força Aérea dos EUA, Johnson terminou seu treinamento de graduação como piloto em Vance AFB, Oklahoma. Serviu como diretor do Grupo de Trabalho Centro-americano do Departamento do Estado; como chefe da divisão editorial do Departamento de Assuntos Públicos, como planejador estrategista no Ministério de Assuntos Públicos para a Secretaria da Força Aérea, e oficial de assuntos públicos para o Comando Sul dos EUA. Em 1990, Johnson recebeu o mestrado de relações internacionais na Georgetown University. Em 1995, tornou-se co-diretor de assuntos públicos da tarefa multinacional conjunta da manutenção da paz, Fuerzas Unidas, em Buenos Aires.

Anteriormente, nos tumultuados anos 80, Johnson foi adido aérea designado para Tegucigalpa e credenciado para Belize, Costa Rica, El Salvador, Guatemala e Nicarágua. Em seu trabalho na América Central, conta Johnson, ele adquiriu uma visão perspicaz dos desafios que as democracias novas e emergentes enfrentavam ao se consolidarem na região, que nem sempre era indulgente com os que buscavam uma mudança pacífica.

"Eu observei a transição na América Central na década de 80, quando esses países saíam da ditadura militar para os preceitos de eleição de civis. Achei que as eleições eram apenas o começo de uma evolução que levaria tempo, lembra-se Johnson. "Afinal, nossa própria democracia tem raízes que remontam a Carta Magna.

Os Sandinistas criaram um grande problema ao chamar seu regime de "democrático", quando claramente não era. Outros países estavam usando as eleições como um verniz para ocultar antigos hábitos autoritários.

Comecei a observar outros países na América Latina sob a mesma óptica. E achei que era importante que eles buscassem reformas conseqüentes, porque as democracias tendem a fazer vizinhos melhores, em oposição ao estados onde as decisões são centralizadas por presidentes poderosos com personalidades peculiares."

Sua experiência na Heritage, comenta Johnson, foi essencial para sua formação profissional, dando o toque final à continuação de sua longa carreira no serviço público: "Preciso dizer que estar em uma consultoria deu-me conhecimento prático que eu não poderia obter apenas estudando os países em um livro. ...Na Heritage, porém, conheci líderes nacionais e conversei com eles sobre decisões políticas. Vi, de primeira mão, o efeito que a sociedade civil e os grupos não-governamentais podem ter sobre a política."

Em seu cargo atual, Johnson expressa otimismo com relação ao curso da política de defesa e segurança dos EUA na região. "Acho que estamos caminhando na direção correta" disse ele. "Foi processo lento e árduo superar a Guerra Fria e lidar com o horror de 11 de setembro de 2001. Tivemos de aprender como apoiar nossas autoridades civis em seu trabalho de proteger os Estados Unidos. E a seguir, tivemos de começar a lidar com os aliados acostumados à nossa maneira explicativa, em especial os não-pertencentes à OTAM e não envolvidos recentemente em operações de coalizão no Oriente Médio. Isso nos levou a compreender melhor a necessidade de promover a capacidade de fazer parcerias."

Isso não significa ocupar-se de relações educativas como as que tínhamos no passado - e meu propósito não é minimizar sua importância, pois elas eram muito importantes quando muitos países no hemisfério tinham militares provincianos ou milícias leais a figuras políticas", explicou Johnson. "Porém na década de 70, ocorreram transformações na estrutura política, e os governos e as forças armadas passaram a ser mais profissionais, as sociedades são mais modernas e concentradas no exterior. Estamos agora no ponto em que realmente temos vizinhos com os quais podemos fazer parcerias."

Johnson também discorda dos que deploram as tendências políticas atuais na região. "Ainda que existam países que nos hostilizem - a saber, Venezuela e Cuba - o restante do hemisfério é amigável", disse ele. "Não só temos aliados, como também, no momento, temos aliados mais capazes e que apresentam certa iniciativa, como os Estados centro-americanos que cooperam em socorro nos desastres, ou o Chile e a Argentina, que estão estabelecendo uma força binacional de emergência para a manutenção da paz.

Quem poderia ter imaginado que a Colômbia treinaria uma polícia antinarcóticos no Afeganistão? Quem teria previsto que El Salvador contribuiria com as forças de coalizão no Iraque? Quem imaginaria o México enviaria tropas para Rio Grande para auxiliar depois do Furacão Katrina? Quem teria suposto que Chile e Peru seriam cooperados em assuntos de defesa sub-regional?"

A história

Johnson nasceu em Cheyenne, Wyoming, em 1950, o caçula de três filhos. Seu pai Ralph, formado engenheiro aeronáutico na Purdue University, recebeu seu brevê de piloto do Corpo Aéreo do Exército dos EUA no início dos anos 30, e foi trabalhar na United Airlines, como capitão e piloto de testes chefe.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Ralph Johnson foi um dos engenheiros que testaram um grande número de B-17 antes que eles partissem para a frente de combate, e voou pelo Pacífico como piloto da esquadra aérea da Reserva Civil. A mãe de Johnson, Ruth, trabalhou como assistente social antes de conhecer seu pai e, depois da guerra, estabeleceram-se permanentemente em Cheyenne, onde Ralph abriu um negócio de aeronaves.

Ao ser perguntado sobre os heróis de sua infância, Johnson diz sem hesitação, "Meu pai - naquele tempo e agora". Disse ainda: "Meus pais ensinaram-me o que era a tolerância com outras pessoas e com suas idéias; a importância de ouvir. Os dois viajavam muito e faziam questão de nos levar nas freqüentes viagens pelo país e, às vezes, ao exterior."

Um Natal, quando ele estava na faculdade, os pais de Johnson levaram-no, e a um grupo de estudantes, ao México, onde passaram as férias visitando o museu de antropologia e escalando pirâmides. (Hoje, seu pai tem quase101 anos de idade, sua mãe tem quase 95, e, firmes e fortes, celebraram seu 70o aniversário de casamento em abril próximo passado.)

Johnson diz que, com o tempo, o panteão de seus heróis pessoais também se expandiu, "porque, em grande medida, qualquer sucesso que você tenha durante a vida é devido grandemente aos conselhos e exemplos de pessoas que o circundam."Mentores, também, foram importantes para Johnson, "muitas pessoas; que, provavelmente, sequer sabem que foram mentores, mas seus conselhos ainda influenciam meus pensamentos."

Um desses antigos mentores foi uma vizinha, que percebeu que o garoto Stephen, de oito anos de idade, gostava de escrever. "Eu tinha um jornal de bairro que chegava a cada duas semanas, que eu mantive por cerca de quatro anos, desde que eu tinha oito anos, até os 12", lembra ele. "Ela me convenceu a fazer isso, e me ajudou a comprar minha primeira copiadora. "O maior número de assinantes que o jornal teve foi cerca de 200, Johnson completou.

Crescendo em Cheyenne, Johnson jogava tênis e esquiava, era um caçador de minerais ("ágatas, fósseis - o Wyoming está cheio deles".), pintou óleo sobre tela, desenhou caricaturas em lápis e tinta e se interessou casualmente pela trompa francesa. "Algumas pessoas podem chamar isso de transtorno de déficit de atenção", brinca Johnson consigo mesmo. "Nunca pude fazer uma coisa só. Tinha de estar envolvido em uma porção de coisas diferentes. Pior ainda, gostava dos assuntos fáceis mais do que dos difíceis." Enquanto cursava o segundo grau, tirou seu brevê de piloto. "Papai era piloto e aquilo era importante para mim."

Aprender uma língua estrangeira relativamente cedo também foi importante para seu desenvolvimento, disse Johnson. "Tive o privilégio de estar em um sistema de escola pública que tinha forte ensino de idiomas e professores muito dedicados. Havia a expectativa de que se você estivesse aprendendo francês ou espanhol, iria para os países onde esses idiomas eram falados - conversar com pessoas fascinantes, conhecer lugares admiráveis, e usar o idioma no tempo mais que perfeito do subjuntivo. Fiz de tudo, menos isso."

Enquanto ainda cursava o segundo grau, Johnson começou a trabalhar na emissora de televisão local, a KFBC-TV, afiliada da CBS, onde fazia desenhos para os comerciais de televisão e, por fim, quando estava da faculdade, passava seus verões como disk jockey na estação de rádio associada. À noite, ele apresentava um programa e, ocasionalmente, chamavam-no para apresentar a previsão meteorológica na TV. "Como os donos da emissora apostaram em um jovem que falava sobre eles em voz muito alta", eles deram a Johnson uma bolsa para a University of Wyoming, onde ele estudava comunicação de massa.

"Mas naqueles verões, era afundar ou nadar", acrescentou Johnson, recordando que, às vezes, era chamado para substituir alguém para os anunciantes regulares e personalidades da radiodifusão. "Lembro-me de ter feito comentários do rodeio Frontier Days no rádio, substituindo, de última hora, alguém que não viera. Ir ao ar com observações espirituosas me dava nó no estômago. Há uma audiência ouvindo e você pode dizer 'veja como o cavalo corcoveia' apenas uma vez."

Mais tarde, o dom de usar a frase certa deu a Johnson uma esposa. Ele trabalhava no Departamento de Estado no Panamá, em maio de 1989, parte de uma delegação enviada para observar o déspota Manuel Noriega roubar outra eleição. Como seu foco eram os assuntos públicos, ele foi designado para trabalhar com a diretora de informações da embaixada, Cynthia Farrell, do Brooklyn, New York. Trabalhando no apertado escritório de Farrell, Johnson admirava algumas de suas pinturas nas paredes.

"Pensei: puxa vida, que pessoa especial! Seu marido deve ser uma pessoa de muita sorte." O normalmente discreto Johnson acabou verbalizando essa reflexão para o secretário do Embaixador Arthur Davis, que contou a ele que Farrell era solteira. "Então, disse eu, um pouco agitado, 'Que desperdício!', e, obviamente, isso chegou aos ouvidos dela." Alguns meses depois, de volta a Washington, Farrell e Johnson - que agora têm filhos adolescentes, Matthew e Nathanial - ficaram noivos.

O resto da história voces sabem.

Centro de Estudios Hemisféricos de Defensa (Estados Unidos)

 



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